Sem grandes novidades, a reunião do executivo de ontem foi dominada pela Esposende Ambiente. João Cepa passou a pasta, abandonando o conselho de administração. Alexandra Rooger passa agora a ser a presidente do Conselho, tendo como vogais Manuel Losa e Nuno Aguilar. Para João Cepa, abandonar a direcção da empresa municipal surge como normal, depois de há cinco anos ter traçado um conjunto de objectivos que considera agora cumpridos.
Autonomia e agora, a possibilidade de efectuar um trabalho mais consolidado permitem a João Cepa passar a pasta na Esposende Ambiente, que passa a ser dirigida por Alexandra Rooger, que anteriormente era vogal da empresa.
No entanto, o processo de consolidação de que fala João Cepa implicou ainda hoje a transferência de mais competências para a empresa municipal, com a passagem do serviço de educação ambiental. Para João Cepa, este era um passo lógico e necessário.
Uma medida que João Cepa cataloga como natural no processo de consolidação da Esposende Ambiente. A única voz dissonante veio do lado do PS, com Tiago Saleiro a considerar exageradas as competências da Esposende Ambiente, ao dizer que esta ganha uma autonomia inusitada, no que aponta como processos de decisão política.
O vereador do PS deixa um alerta sobre a transferência de competências para a Esposende Ambiente, que passa a tutelar os serviços de água, limpeza pública, espaços verdes, águas pluviais e agora de educação ambiental.
Ainda na reunião de hoje, nota para a aprovação dos restantes itens por unanimidade, destacando-se um protocolo de delegação de competências com a Junta de Freguesia de Rio Tinto, para o arranjo do adro paroquial, bem como a aprovação do regulamento municipal de taxas e preços.
Presidente alerta para atraso na construção do Centro Educativo de Fão
Ontem, João Cepa apontou, ainda, as dificuldades sentidas pelos serviços da autarquia para responder a todas as solicitações no âmbito do concruso do Centro Educativo de Fão, decorrentes de novas imposições do Código de Contratos Públicos.
Até esta altura, e segundo a autarquia, responderam ao concurso cerca de 73 empresas, o que impossibilita os técnicos do serviço de obras de fazer pouco mais do que responder às dúvidas dos concorrentes.
As regras do Código de Contratos ditam que quaisquer esclarecimentos pedidos pelas empresas concorrentes terá de ser feito através da plataforma de compras pública.